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domingo, 25 de setembro de 2011

Porque a volta sempre parece mais curta




Chegar a um destino geralmente “demora” mais do que voltar dele. Conhecido como “o efeito viagem de regresso”, o senso comum é de que a volta parece demorar menos tempo porque a pessoa está familiarizada com o percurso.

Mas um novo estudo descobriu que a familiaridade e a previsibilidade podem não ser as razões da viagem de regresso parecer mais curta. Ao invés disso, uma incompatibilidade de expectativa é mais provável que esteja em jogo.

“Todo mundo parece pensar que o efeito viagem de retorno é provocado pelo reconhecimento das coisas ao longo do caminho”, diz Niels van de Ven, principal autor do estudo. “Entretanto, eu também experimentei a sensação durante viagens de avião, nas quais eu não reconhecia as coisas. Então eu queria saber por que o efeito existe”, explica.

Para descobrir isso, sua equipe rastreou 69 participantes em uma viagem de ônibus de um dia inteiro. Embora cada percurso tenha levado a mesma quantidade de tempo, os voluntários relataram que a viagem inicial levou mais tempo.

Quanto mais os participantes acreditavam que a ida parecia mais lenta do que o esperado, mais rápida a viagem de volta parecia, apesar de marcos familiares terem sido vistos.

Um segundo estudo analisou uma forma diferente de transporte – uma viagem de bicicleta. Desta vez, 97 calouros de faculdade viajaram por uma floresta através de dois caminhos igualmente distantes. Duas horas depois, um terço retornou pelo mesmo caminho, enquanto o resto voltou por uma rota diferente, do mesmo comprimento.

Apesar de todas as rotas levarem 35 minutos, os estudantes estimaram que a viagem de ida levou 44 minutos e a volta 37 minutos. Estudantes que usaram duas rotas diferentes tenderam a sobre-estimar o tempo de cada viagem em comparação com aqueles que saíram e voltaram da mesma maneira.

Seja de ônibus ou bicicleta, os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que “as pessoas sentiram que a viagem de retorno foi cerca de 22% menor do que a viagem inicial”, disse van de Ven.
Ele acredita que o que acontece é que as pessoas geralmente são muito otimistas sobre a viagem inicial, que quando começa a levar muito tempo, é decepcionante.

Então, quando eles retornam, eles estão antecipando que vai demorar muito tempo e, em comparação com esta expectativa, a viagem de volta não parece tão ruim.

Mesmo assim, existem alguns casos em que o efeito viagem de regresso não se aplica. Um deles é quando uma rota torna-se muito familiar, como um deslocamento diário, porque as expectativas de tempo de viagem se tornam mais precisas.

A segunda pode ser quando você está indo para um lugar negativo, como o dentista. Você pode chegar mais cedo do que gostaria, o que faz o retorno para casa parecer mais lento.
Além disso, você pode não enfrentar esse efeito em um curso de maratona, quando está mais cansado na viagem de volta. E você não obterá o efeito se percorrer a mesma distância até uma montanha e depois para baixo, porque o terreno muda.

Mas e aí: você normalmente sente que a viagem de volta leva menos tempo?[MSN]

Mistério dos dedos enrugados resolvido






Um novo estudo tem uma resposta para a eterna questão: por que nossos dedos das mãos e dos pés ficam enrugados depois de muito tempo em contato com a água? A resposta: graças à tração.
A antiga explicação para esse fenômeno é que nossos pés e mãos absorveriam a água após um longo período submersos. Mas há vários problemas nessa teoria.
Primeiro: por que somente nossos dedos das mãos e dos pés ficam enrugados? Segundo: por que isso é um traço tão incomum entre os mamíferos? Apenas humanos e macacos ficam com as mãos enrugadas.
Além de tudo isso, se o enrugamento acontecesse apenas por osmose, como explicar o fato de que essas rugas não aparecem em pessoas com problemas de nervos nas mãos ou nos pés?
O novo estudo sugere que os dedos enrugados realmente fornecem drenagem para a água, de modo a garantir maior tração, assim como os pneus de um carro.
Ao examinar os dedos encharcados de 28 pessoas, cientistas descobriram que cada dedo mostrou um padrão semelhante de rugas, como canais desconexos que divergem um dos outros assim que eles tomam mais distância da ponta dos dedos. Isso permite que a água escorra mais eficientemente dos dedos quando eles são pressionados contra um objeto, dando mais área de superfície e um aperto mais firme.

Claro, isso tudo é apenas uma teoria (como a que afirma que os dedos se enrugam na água graças à evolução, para não escorregarmos), e os cientistas ainda precisam estudar se as rugas realmente proporcionam uma melhor aderência, e entender o porquê essa característica existe em tão poucas espécies.

Ainda assim, esse é um passo importante para responder a pergunta que todos nós já nos perguntamos quando éramos crianças – e que provavelmente poucos adultos souberam nos responder. [POPSCI]