domingo, 25 de setembro de 2011

Bar novo te deixa bêbado mais fácil






Não estamos falando de uma promoção de inauguração ou double drink na noite de abertura. Trata-se de ciência pura: beber álcool em um local desconhecido nos faz perder a sobriedade de forma mais rápida do que em um outro lugar ao qual já estamos acostumados.
Uma nova e surpreendente pesquisa chegou à conclusão de que as pessoas tem menos controle sobre a quantidade de bebida ingerida quando se encontram num local estranho a elas. Os participantes do estudo tiveram de realizar uma tarefa de computador após beber e aqueles que se encontravam em um bar novo tiveram duas vezes mais chances de apresentar uma falha na tarefa em comparação com as pessoas bebendo em um lugar familiar.
Segundo o professor de psicologia Mark Fillmore, pesquisadorem vêm tentando teorizar sobre a tolerância ao álcool e o ambiente em que ele é ingerido desde 1950, mas até agora essa ideia só havia sido comprovada em estudos com animais. “Este estudo é muito importante, já que é o primeiro a mostrar que a tolerância humana para o álcool, além da massa corporal e do sexo, também está relacionada ao ambiente”, afirma.
Para realizar o experimento, os pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, deram bebidas alcoólicas a 24 alunos da instituição em um estabelecimento, durante três momentos, para que eles se familiarizassem com a combinação álcool + cenário. Um outro grupo de estudantes recebeu “bebidas placebo”, que não continham álcool, mas possuíam gosto similar.
Para testar suas capacidades, os participantes completaram algumas desafios em um computador projetado para esse fim. Os alunos foram instruídos, por exemplo, a pressionar um botão sempre que uma “palavra feliz” aparecia, mas foram orientados a não pressioná-lo quando uma “palavra triste” aparecia.
Os pesquisadores descobriram que quando os participantes bebiam álcool no ambiente onde eles anteriormente haviam ingerido a bebida placebo (sem álcool), eles pressionavam o botão incorretamente cerca de 12 vezes por sessão. No entanto, quando eles bebiam no ambiente onde eles já haviam experimentado álcool, o número de erros caía para seis.
Enquanto comportamentos do mundo real são certamente mais complexos, o teste de computador é um bom substituto para medir a capacidade de alguém de evitar situações perigosas. “Sabemos que uma pessoa que comete diversos erros no nosso teste possui uma grande possibilidade de se envolver em brigas, continuar a beber além do limite ou mesmo dirigir embriagado”, diz Fillmore.
Ele explica que a nossa tolerância aumentada em ambientes familiares pode ser provocada por nossas expectativas. “Quando você bebe em um ambiente conhecido, o sistema nervoso central começa a antecipar o recebimento do álcool sempre que você entra nesse ambiente. Por isso, ele já está de certa forma preparado para o porre que você está prestes a tomar”, conta Fillmore.
Por outro lado, quando você adentra um local pela primeira vez, seu organismo não sabe que você logo ingirá álcool e, então, quando você começa a beber, ele é “pego de surpresa” e você começa a sentir os efeitos da bebida de forma mais rápida e intensa.
Apesar dos resultados obtidos, o grupo de pesquisadores afirma que ainda são necessários novos experimentos similares para comprovar a eficácia do estudo. No entanto, eles estão otimistas por terem encontrado a ligação inédita entre álcool e ambiente familiar. [LiveScience]

Porque a volta sempre parece mais curta




Chegar a um destino geralmente “demora” mais do que voltar dele. Conhecido como “o efeito viagem de regresso”, o senso comum é de que a volta parece demorar menos tempo porque a pessoa está familiarizada com o percurso.

Mas um novo estudo descobriu que a familiaridade e a previsibilidade podem não ser as razões da viagem de regresso parecer mais curta. Ao invés disso, uma incompatibilidade de expectativa é mais provável que esteja em jogo.

“Todo mundo parece pensar que o efeito viagem de retorno é provocado pelo reconhecimento das coisas ao longo do caminho”, diz Niels van de Ven, principal autor do estudo. “Entretanto, eu também experimentei a sensação durante viagens de avião, nas quais eu não reconhecia as coisas. Então eu queria saber por que o efeito existe”, explica.

Para descobrir isso, sua equipe rastreou 69 participantes em uma viagem de ônibus de um dia inteiro. Embora cada percurso tenha levado a mesma quantidade de tempo, os voluntários relataram que a viagem inicial levou mais tempo.

Quanto mais os participantes acreditavam que a ida parecia mais lenta do que o esperado, mais rápida a viagem de volta parecia, apesar de marcos familiares terem sido vistos.

Um segundo estudo analisou uma forma diferente de transporte – uma viagem de bicicleta. Desta vez, 97 calouros de faculdade viajaram por uma floresta através de dois caminhos igualmente distantes. Duas horas depois, um terço retornou pelo mesmo caminho, enquanto o resto voltou por uma rota diferente, do mesmo comprimento.

Apesar de todas as rotas levarem 35 minutos, os estudantes estimaram que a viagem de ida levou 44 minutos e a volta 37 minutos. Estudantes que usaram duas rotas diferentes tenderam a sobre-estimar o tempo de cada viagem em comparação com aqueles que saíram e voltaram da mesma maneira.

Seja de ônibus ou bicicleta, os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que “as pessoas sentiram que a viagem de retorno foi cerca de 22% menor do que a viagem inicial”, disse van de Ven.
Ele acredita que o que acontece é que as pessoas geralmente são muito otimistas sobre a viagem inicial, que quando começa a levar muito tempo, é decepcionante.

Então, quando eles retornam, eles estão antecipando que vai demorar muito tempo e, em comparação com esta expectativa, a viagem de volta não parece tão ruim.

Mesmo assim, existem alguns casos em que o efeito viagem de regresso não se aplica. Um deles é quando uma rota torna-se muito familiar, como um deslocamento diário, porque as expectativas de tempo de viagem se tornam mais precisas.

A segunda pode ser quando você está indo para um lugar negativo, como o dentista. Você pode chegar mais cedo do que gostaria, o que faz o retorno para casa parecer mais lento.
Além disso, você pode não enfrentar esse efeito em um curso de maratona, quando está mais cansado na viagem de volta. E você não obterá o efeito se percorrer a mesma distância até uma montanha e depois para baixo, porque o terreno muda.

Mas e aí: você normalmente sente que a viagem de volta leva menos tempo?[MSN]

Mistério dos dedos enrugados resolvido






Um novo estudo tem uma resposta para a eterna questão: por que nossos dedos das mãos e dos pés ficam enrugados depois de muito tempo em contato com a água? A resposta: graças à tração.
A antiga explicação para esse fenômeno é que nossos pés e mãos absorveriam a água após um longo período submersos. Mas há vários problemas nessa teoria.
Primeiro: por que somente nossos dedos das mãos e dos pés ficam enrugados? Segundo: por que isso é um traço tão incomum entre os mamíferos? Apenas humanos e macacos ficam com as mãos enrugadas.
Além de tudo isso, se o enrugamento acontecesse apenas por osmose, como explicar o fato de que essas rugas não aparecem em pessoas com problemas de nervos nas mãos ou nos pés?
O novo estudo sugere que os dedos enrugados realmente fornecem drenagem para a água, de modo a garantir maior tração, assim como os pneus de um carro.
Ao examinar os dedos encharcados de 28 pessoas, cientistas descobriram que cada dedo mostrou um padrão semelhante de rugas, como canais desconexos que divergem um dos outros assim que eles tomam mais distância da ponta dos dedos. Isso permite que a água escorra mais eficientemente dos dedos quando eles são pressionados contra um objeto, dando mais área de superfície e um aperto mais firme.

Claro, isso tudo é apenas uma teoria (como a que afirma que os dedos se enrugam na água graças à evolução, para não escorregarmos), e os cientistas ainda precisam estudar se as rugas realmente proporcionam uma melhor aderência, e entender o porquê essa característica existe em tão poucas espécies.

Ainda assim, esse é um passo importante para responder a pergunta que todos nós já nos perguntamos quando éramos crianças – e que provavelmente poucos adultos souberam nos responder. [POPSCI]

Composto de tubarão poderia curar vírus humanos


Segundo um novo estudo, uma substância química encontrada no tubarão Squalus acanthias poderia ser uma arma segura e potente contra vírus humanos.
Os pesquisadores queriam saber por que a imunidade natural do tubarão quanto a infecções virais era tão poderosa. Eles já sabiam que o peixe fazia um composto chamado esqualamina, que ele usa para combater as bactérias.
Testes de laboratório revelaram que a esqualamina também é um bom candidato antiviral, matando um amplo espectro de vírus humanos e animais.
Trabalhos mostram que a esqualamina rompe as interações de membrana necessárias para a replicação viral.
Os cientistas já administraram esqualamina sintética a pacientes em ensaios clínicos para parar o crescimento dos vasos sanguíneos nos cânceres, sem efeitos colaterais importantes.
Dado o seu perfil de segurança e como é fácil de fazer, ela poderia rapidamente ser testada como um tratamento novo potencial para doenças virais, que vão de dengue e febre amarela a hepatite.
Em culturas de tecidos, a esqualamina inibiu a infecção de células dos vasos sanguíneos pelo vírus da dengue, e as células do fígado humano pelo vírus da hepatite B e D.
Estudos em animais mostraram que a esqualamina controlou infecções de febre amarela, vírus da encefalite equina do leste, e citomegalovírus murino. Em alguns casos, os animais foram curados.[BBC]

Parar de fumar melhora a memória





Segundo um novo estudo, ex-fumantes e não fumantes têm uma memória melhor do que aqueles que fumam cigarro.
Na pesquisa, os pesquisadores tinham como objetivo medir habilidades de memória do “mundo real”, através do envio de 69 participantes em uma excursão em um campus universitário. 27 eram fumantes, 18 eram ex-fumantes, e 24 nunca tinham fumado.
Os participantes receberam uma lista de 15 locais em torno do campus e uma ação a ser executada em cada local. Por exemplo, ao chegar a biblioteca, os participantes deveriam se lembrar de verificar as mensagens em seus celulares; ao chegar ao centro de esportes, eles deveriam se lembrar de perguntar sobre o custo de adesão.
As pessoas que, em média, pararam de fumar há 2 anos e meio foram 25% melhor nos testes do que fumantes atuais. Pessoas que nunca fumaram marcaram 37% melhor do que os fumantes.
Ou seja, em média, os fumantes realizaram 8,9 tarefas corretamente. Os participantes que haviam parado de fumar realizaram 11 tarefas corretamente, e aqueles que nunca haviam fumado fizeram uma média de 12.1 tarefas corretas. Não houve diferenças entre os grupos em termos de QI.
“Nós já sabemos que parar de fumar tem benefícios enormes de saúde, mas este estudo também mostra como parar de fumar pode produzir benefícios para a função cognitiva”, disse o pesquisador Tom Heffernan.
Estudos anteriores mostraram que parar de fumar melhora a “memória retrospectiva”, que é a capacidade de aprender uma informação e recuperá-la mais tarde. O novo estudo mediu a “memória prospectiva”, que é a capacidade de lembrar-se de realizar uma ação específica em algum ponto futuro. Por exemplo, lembrar de tomar a medicação em um determinado momento do dia requer memória prospectiva.
Pesquisas anteriores sobre o efeito do tabagismo na memória prospectiva tiveram resultados contraditórios, com alguns resultados mostrando que os fumantes eram piores, e outros que não mostraram nenhum efeito de fumar.
Embora não esteja claro exatamente como o tabagismo pode interferir com a memória, a pesquisa mostrou que fumar cronicamente está ligado a uma avaria, ou atrofia, de partes do cérebro.
Os pesquisadores acreditam que o fumo pode danificar as áreas do cérebro como o córtex pré-frontal, hipocampo ou tálamo; todas essas regiões têm sido relacionados à memória prospectiva em estudos de imagens cerebrais.
Os pesquisadores reconhecem que o estudo foi pequeno e contou com auto-relatos de fumar, o que é sujeito a imprecisão e desonestidade por parte dos participantes. Estudos futuros deverão seguir fumantes e ex-fumantes ao longo do tempo para confirmar os resultados.[LiveScience]

14 curiosidades científicas



Todo dia é dia de aprender algo diferente – por isso reunimos nessa lista algumas curiosidades científicas que a maior parte das pessoas desconhece. Garantimos que elas alimentam qualquer conversa de bar.
Confira:

1. Gotas de chuva

Você sabia que as gotas de chuva não têm aquele formato de “lágrima”, como são sempre desenhadas? Na verdade elas são esféricas.

2. Gorilas têm ninhos

Gorilas dormem em ninhos, como pássaros. Eles juntam galhos e outros materiais da floresta e constroem seus abrigos. Os machos dormem em ninhos no chão, já as fêmeas e filhotes preferem dormir em ninhos pendurados nas árvores, como o da foto.


3. O champanhe não é espumante por causa do dióxido de carbono

Acredite ou não, ele espuma por causa de partículas de poeira. Em um copo ou em um ambiente perfeitamente limpo, o champanhe iria parecer um vinho normal.

4. A maior parte da digestão não ocorre no estômago

Ela ocorre, em sua maior parte, no intestino delgado. Esse é o motivo de algumas pessoas com bulimia continuarem obesas.

5. O “suco” vermelho que sai da carne mal-passada não é sangue

Na verdade, o líquido é mioglobina, que é um parente do sangue – todo o sangue do animal morto sai do organismo dele antes da carne ser vendida.

6. Sacolas plásticas são melhores do que as de papel para o ambiente

O processo todo de fabricação de uma sacola de papel gasta mais energia do que a fabricação das sacolas de plástico. Então por mais que a degradação da sacola plástica seja pior, esse tipo de material desgasta menos o meio-ambiente.

7. Ursos polares são impressionantes

Na verdade sua pelagem não é branca – é transparente. Sua pele é negra e, quando é mantido em ambientes úmidos, ele pode ficar verde, por causa de algas.

8. Alergia a animais

Normalmente, pessoas que têm alergia com cães ou gatos não desenvolvem a alergia por causa do pêlo. Ela é causada pela pele morta dos bichinhos, pela sua saliva ou por seus dejetos. Manter seu pet limpo pode reduzir drasticamente a chance de alguém ter uma crise de alergia quando chegar perto dele.

9. Sabores na língua

Aquela idéia de que temos um mapa de sabores na língua é mentira. Conseguimos sentir os gostos doces, salgados, amargos ou azedos em qualquer região do órgão.

10. Ouvir o mar em uma concha

Quando você “ouve o mar em uma concha”, na verdade você está ouvindo o som do seu próprio sangue correndo em suas veias. Você pode usar qualquer compartimento parecido com uma concha, como um copo, para perceber o mesmo fenômeno.

11. Massa cinzenta

Quando estamos vivos, nosso cérebro é uma massa rosada. Só quando morremos é que ele perde essa cor e fica cinza. Então quando chamamos o cérebro de massa cinzenta estamos fazendo uma descrição imprecisa.

12. O mercúrio não é o único “metal líquido” em temperatura ambiente

O Gálio, apesar de ficar sólido em temperatura ambiente, fica líquido se entrar em contato com sua mão, por exemplo. O Frâncio e o Césio também podem ficar líquidos na temperatura ambiente.

13. Golfinhos não bebem água

Se eles bebessem água do mar, ficariam doentes por causa do sal. Toda a água de seu organismo é obtida através da carne dos peixes que eles comem.

14. A União Soviética mandou uma nave para a Lua antes dos EUA

A União Soviética enviou a Luna 2, uma nave espacial, para a Lua cerca de quatro meses antes dos EUA enviarem a Surveyor I. [ListVerse]